Mostrando postagens com marcador Jorge Amado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jorge Amado. Mostrar todas as postagens

19 dezembro, 2012

Jorge & Zélia


Eles vão ficar pra sempre no Rio Vermelho. Vai ser inaugurada hoje, no Largo de Santana, mais conhecido como Largo da Dinha, a escultura em bronze de Tati Moreno. Jorge Amado e Zéli Gatttai estão acompanhados do cachorrinho Fadul. Uma bela homenagem ao amor, ao companheirismo, à literatura e à vida.

12 fevereiro, 2012

O Carnaval de Salvador este ano é dedicado a Jorge Amado.
Homenagem mais do que justa.

“O povo é mais forte do que a miséria. Impávido, resiste às provações, vence as dificuldades. De tão difícil e cruel, a vida parece impossível e no entanto o povo vive, luta, ri, não se entrega. Faz suas festas, dança suas danças, canta suas canções, solta sua livre gargalhada, jamais vencido. Mesmo o trabalho mais árduo, como a pesca do xaréu, vira festa. Em tendo ocasião, o povo canta e dança. Em terra ou no mar, nos saveiros e jangadas, nas canoas. Por isso mesmo a Bahia é rica de festas populares. Festas de rua, de igreja, de candomblé. Guardam todas elas nossa marca original de miscigenação, de nossa civilização mestiça”. (Jorge Amado)          

08 novembro, 2010

Carybé por Jorge Amado


"Quando tudo se faz na Bahia para degradar a grandeza da cidade, roubar-lhe o verde das árvores, a brisa do mar, as velas dos saveiros, poluir o céu e as praias, matar os peixes e reduzir os pescadores à miséria, quando agridem a paisagem a cada momento, com espantosos edifícios rompendo a harmonia dos locais mais belos, fazendo da Lagoa do Abaeté e da doçura de Itapuã, cantadas por Caymmi, caminhos do lucro imobiliário sem o menor controle, quando tantas forças se juntam para destruir a cidade da Bahia, construída no oriente do mundo, onde os sangues se misturam para criar a nação brasileira, nessa hora de agonia e vileza, Oba Onã Xocum, dito Carybé, nascido Heitor Júlio Páride de Barnabó na primeira encarnação, tomou dos instrumentos, da goiva, do formão, do macete, dos materiais mais nobres, a madeira, o cimento, o barro, e, armado com a força dos orixás, fixou para sempre a face da verdadeira Bahia, a que está sendo assassinada. Quando nada mais restar de autêntico, quanto tudo já se fizer apenas representação, mercadoria, e transformar-se em dinheiro na sociedade de consumo, a memória perdurará pura, pois o filho de Oxóssi e de Oxum, o Obá de Xangô, guardou a verdade íntegra na criação de uma obra sem igual pela autenticidade, pela beleza, feita com as mãos, o talento e o coração".


Jorge Amado, no livro Bahia de Todos os Santos, Guia de Ruas e Mistérios, editado em 1912.